Bom, eu estou completamente perdido, continuo sem saber o que fazer e cada vez com ânimo para as coisas, mas nessa semana minha mãe me deu um livro para ler, aceitei, não tinha estava fazendo nada, e li ele bem rápido, acho que em menos de 5 horas, um livro espírita, Violetas na Janela.

        Ele é bem mostrando como seria o pós vida, o que fazer nas colônias e o funcionamento dela, algo bem "The Good Place" simplificado, eu achei ele ok, é muito livro para luto, mas eu não estava em luto e sou bem niilista, acredito que não existe antes e nem depois, a nossa vida é só essa e temos que fazer valer a pena... Mas para quem perdeu alguém recentemente, acredito que é um livro muito acolhedor, inclusive acho que minha mãe leu quando perdeu a mãe dela. 

        Mas falei mais isso porque acho que vou levar a história do meu livro de não-ajuda para frente, não é um livro de auto-ajuda pessimista falando que no final tudo vai ficar bem, não, busco mais realidade, mosrando que não somos especiais, que nem sempre tudo vai ficar bem, e que as vezes tomamos péssimas deciões. Mas não é para ser de todo triste, quero mais algo historias onde a gente ri das coisas que deram erradas, e as vezes chorar um pouco, terminar "chorrindo". 

        E como pretendo levar isso pra frente (até eu desistir em 2 semanas e querer fazer outra coisa), vou acabar escrevendo mais aqui para treinar escrita, também vou ler livros de auto-ajuda para saber a estrutura e brincar com ela, vou atrás de livros de filosofia também, quero fazer direito, inclusive aceito histórias em arqmatheusmaciel@hotmail.com     

        Falo de filosofia porque recentemente vi o programa Provoca do Abujamra e o Clóvis de Barros, e o Abujamra pergunta algo fácil de responder "O que é a vida?", e o Clóvis responde " Dor e sofrimento se você preferir, afinal das contas não lembro de ter sofrido antes de nascer, e tenho a nítida impressão que não sofrerei depois de morrer".

        É esse tipo coisa que eu gosto de ler e ouvir, tudo que tenta agradar muito e transformar em algo super feliz me causam incomodo, prefiro sempre ouvir a realidade e o pior, e a partir disso a gente faz algo, sofre, segue em frente, ignora, muda, transforma. Mas de modo geral, sofrer vai ser uma constância, a graça é buscar a felicidade com isso, porque a felicidade passa.

       Mas voltando a questão do luto que não sinto e por isso o livro não me pegou muito, acho que é porque eu não sinto saudade dos que já foram, mas tenho muito medo e sinto angustia de perder os que estão vivos, mas depois que se vão, são só parte da vida e do tempo. E se a pergunta do Abujamra fosse para mim, hoje a resposta sem pensar muito seria "Apostar em um milagre todo dia contra o universo até perder".