Aquele momento em que você marca de fazer compromissos, não de encontros, não de saidas, mas de rotinas, trabalho geralmente, no incio você começa timido, muita coisa pra organizar, se acostumar, criar uma rotina, depois de passar muita dificuldade, perder muito tempo, conseguir muita raiva, e pesquisar um pouco, você aprende formas mais fáceis de fazer as coisas, e então fica tudo pratico. não precisa construir, nem reformar, só a rotina de trabalho, de manter, mas porém, muito porém, essa rotina não é para você, ou porque é muito puxado, ou muito entediante, algo não te prende, ou simplesmente porque aparece outra rotina, mas mais importante que essa você criou, e você troca a primeira rotina, pela segunda rotina, deixando as coisas de lado, e então, certas vezes por ter firmado um compromisso inicial, mesmo não sendo importante, mas não deixa de ser um compromisso, você vai, pra encher linguiça, simplesmente aparecer, fazendo só o minimo, as vezes até menos, e se pergunta "por que diabos estou fazendo isso?", e então para, e por um bom tempo, essa rotina fica em hiatos, até o momento, em que você vê alguém fazendo o que você fazia, e bate a saudade do que você fazia, mesmo não sendo tão bom no que fazia, mesmo não achando tão legal, mas só o fato de sentir saudade, eleva tudo aquilo que você sentia, o que era legazinho, parece a melhor coisa do mundo, esquece das raivas, talvez até aumente, e então você de saudade, vai e volta a fazer o que fazia, desengonçado, e acha legal, e depois de um tempo, fica mais legal ainda, porque você volta com todo pique e melhor do que era antes, e quando tudo está bom, começa a ficar repetitivo, rotineiro, e noutro dia você acorda um pouco menos motivado, e no outro dia, menos motivado ainda, e depois de uns dias, você acorda desmotivado para aquilo que voltou a fazer, e se pergunta "por que diabos eu faço isso?", e então recomeça o ciclo rotineiro.